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Colunista

Acessibilidade na rede – WCAG 1.0 agora é WCAG 2.0.

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Finalmente, depois de longa espera, o W3C publicou as novas diretrizes internacionais para a acessibilidade na web, o esperado WCAG 2.0, mais um marco para Inclusão digital.

O WCAG 2.0 ( http://www.w3.org/TR/WCAG20/ ) é a nova versão do Web Content Accessibility Guidelines da World Wide Web Consortium (W3C), e aceita como a principal referência para assegurar que o conteúdo da web seja utilizável por pessoas com deficiência.

A nova “Recomendação” foi finalmente libertado em 11 de Dezembro de 2008, nove anos e sete meses após a aprovação do seu antecessor WCAG 1.0. Percebi que o atraso nesta liberação foi causado pelo desejo do W3C de realizar consultas o mais amplamente possível em todas as fases do complexo desenvolvimento das diretrizes, e para garantir o padrão seja tão genérico e flexível quanto possível para que eles permaneçam relevantes para os desenvolvedores de tecnologias web e funcionem mesmo como um padrão. Pelo menos é o que esperamos.

Uma gama ampla  de aplicação e orientação explicativa foi publicada juntamente com as novas orientações. O W3C diz os sites que já contemplam as diretrizes WCAG 1.0 devem necessitar de pouca ou nenhuma adaptação para satisfazer WCAG 2.0.A atualização nas regras de funcionalidades nos softwares de avaliação deve ser gradual, uma vez que todos eles hoje se baseiam no WCAG 1.0.

Na verdade, os programadores querem menos restrições para inovações quando planejam adicionar scripts e material audiovisual em seus projetos, e pelo que aparenta, a organização das diretrizes deverá proporcionar maior aderência aos planos de testes e menos referências diretas a tecnologias específicas, sendo mais genérico.

Apesar de ter observado brevemente as recomendações, critérios de sucesso e outros documentos relacionados à compreensão (http://www.w3.org/TR/WCAG20/#intro-related-docs), vi que ficou um pouco mais complexa a absorção do conteúdo das recomendações, mas nada que não seja sem compreensão para quem já estudou a versão anterior.

Espero que cada vez mais pessoas com deficiência nas corporações participem em desenvolvimento de produtos e de testes para ‘acessibilização’ de legados, novos projetos e ambientes corporativos. O processo para acessibilidade tem favorecido alguns grupos de desenvolvimento de sistemas no que tangem até mesmo a usabilidade destes, sem falar em mais uma justificativa importante para sua execução.

Tecnologia acessível e usável por todos!

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SOBRE A AUTORA: Aracy Gonçalves é Analista de Sistemas, designer multimídia e professora. Atuou em empresas como SBT online, Telemig, Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG e PRODAM/SP. Mestre em Artes Visuais e Tecnologia da Imagem, é consultora em usabilidade e acessibilidade digital, com experiência no desenvolvimento de interfaces acessíveis (sistemas e serviços públicos via web). Pesquisadora de requisitos técnicos e soluções de tecnologia para acessibilidade. Colaboradora da elaboração da norma técnica para Acessibilidade na web - ABNT.

 

Created by aracy
Last modified 05/03/2009 - 02:19

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