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Colunista

Acessibilidade na WEB: vem aí o WCAG 2.0

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As indicações do W3C para acessibilidade na web irão sofrer alterações. Elas já foram revisadas e esperam aprovação desde o final de 2005.

 As alterações destas recomendações são bastante importantes, pois irão influenciar meu jeito de testar aplicações e recomendar correções aos meus colegas testadores e programadores.

 

São pontos que necessitam ser verificados sistematicamente, independente da linguagem que esteja sendo usada. A tendência é que estas recomendações estejam em um nível mais alto, isto é, menos ligadas a exemplos técnicos específicos ou a uma linguagem exclusiva, seja ela, HTML, CSS ou XML. Além disso, elas devem estar mais ligadas a conceitos como percepção, operação, compreensão e compatibilidade para acessibilidade. Quem desenvolve e quem testa a interface deve verificar se certas condições são satisfatórias em determinadas situações de interação.

 

O documento das diretrizes para acessibilidade na web 1.0, que sempre referencio, foi aprovado em maio de 1999 e é considerado a versão mais atual e estável. O WCAG 2.0, ou novo documento com as diretrizes, está sendo desenvolvido para contemplar e aplicar as diferentes tecnologias web, facilitar o entendimento e usabilidade, e ser base para utilização em listas de conferências de testadores. Aqui, mais uma vez, alerto para o uso destas recomendações aplicadas em testes durante o ciclo de desenvolvimento e planejamento de produtos web intra e Internet. Se você pensa em web 2.0 é preciso que tenha familiaridade com o tema e verifique cada recomendação.

 

Outro dia li a seguinte definição para web 2.0 : “A Internet é uma plataforma onde rodam programas de gestão de informações”, e também "a Internet não é somente uma plataforma, é a plataforma das plataformas." Isto quer dizer que opções de interação e comunicação cada vez mais influenciam as relações profissionais e as necessidades individuais de usuários no seu dia-a-dia. Pensando em inclusão social e deficiência, ficamos com as mesmas questões de acessibilidade para resolvermos e abarcarmos em nossos projetos. As pessoas com deficiência são incluídas nos nossos planejamentos de interfaces e projetos?

 

Você já pode ir pensando em alguns pontos de verificação? Independente de que linguagem, combinação ou ambiente de desenvolvimento você utilize, ASP, .NET, JAVA, PHP, preocupe-se com o quê o client-browser vai mostrar ao seu usuário! Abaixo listamos dicas rápidas para imagens.

 

Dicas para Imagens

 

ALT -(veja a definição da linguagem HTML para este elemento) use para descrever a função de cada elemento visual. O atributo ALT do elemento IMG (HTML) é um item verificado nas validações automáticas via software.

 

Imagens como links – se a imagem é usada como um link ela deve descrever o destino ou o propósito deste link . Esta descrição não deve ser a descrição da imagem em si.

 

Imagens simples e decorativas - faça uma breve descrição se uma informação que ajude à compreensão da página ou à execução da tarefa estiver na imagem.

 

Imagens como espaçadores - se a imagem for usada apenas como espaçador para efeito de layout (geralmente imagens transparentes), você pode colocar um alt com referência vazia (alt=” “). Para validação automática isso é importante, pois evita uma série de apontamentos de verificação manual no relatório preliminar.

 

Imagemaps ou regiões de imagens mapeadas - use mapas client-side (tag map) e texto alternativo para as regiões clicáveis.

 

Arte ASCII – as imagens feitas com caracteres não têm o mesmo brilho de antes. Lembro-me de ter recebido milhares via e-mail e em sites. No entanto, o uso deste recurso parece ainda motivar alguns artistas da rede. Sem nenhuma forma de recriminação, mas deixando uma recomendação positiva - se precisar utilizar o recurso para expressar suas idéias, saiba que para pessoas que utilizam leitores de telas, como para o usuário com deficiência visual, os inúmeros caracteres lidos na seqüência configuram-se em cacofonia quando lidos pelo sintetizador de voz. Assim, forneça uma maneira para que a pessoa pule a figura imediatamente antes de ter que lê-la. Um recurso usado para isso são as famosas âncoras. Um ponto a ser salientado é que imagens de art ASCII não são indicadas para construção de gráficos informativos. Prefira utilizar imagens como jpgs, pngs, gif, etc.

 

 

Exemplo de gráfico com arte ASCII desaconselhado

 

O que é o DTD – o “Document Type Definition” ?

 

É a referência original que apresenta como uma linguagem foi construída, definindo regras para a especificação de uma classe de documentos, que tipos de elementos podem existir em um documento, que atributos esses elementos podem ter, como as instâncias desses elementos estão hierarquicamente relacionadas, etc. A estrutura especificada em um DTD, segundo sua definição no padrão SGML, possui uma propriedade importante: apenas a estrutura lógica de um documento é descrita, não sendo fornecida informação alguma sobre a semântica da apresentação do documento.

 

O HTML, embora não sendo considerada por muitos uma linguagem, tem publicado suas definições-padrão constituídas, isto é, quais são seus elementos e atributos, como deveriam ser aplicados, qual sua serventia e, ainda, se são utilizados na versão atual ou estão “deprecated” ou “menosprezados” para uso. Seu(s) criador(es) e os definidores dos padrões da web as consideraram nos seguintes links:

 

Os elementos - padrão definidos no html 4

http://www.w3.org/TR/html4/index/elements.html 

 

A definição do elemento IMG (incluindo o alt)

http://www.w3.org/TR/html4/struct/objects.html#edef-IMG

 

DTD – “Definição do tipo do documento” - HTML4

http://www.w3.org/TR/html4/sgml/dtd.html

 

http://www.w3.org/TR/html4/sgml/loosedtd.html

 

No próximo artigo consideraremos mais dicas rápidas.

 

 

Fonte : http://www.w3.org/WAI/References/QuickTips/qt.br.htm

 

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>> SOBRE A AUTORA: Aracy Gonçalves é Analista de Sistemas, designer multimídia e professora. Atuou em empresas como SBT online, Telemig, Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG e PRODAM/SP. Mestre em Artes Visuais e Tecnologia da Imagem, é consultora em usabilidade e acessibilidade digital, com experiência no desenvolvimento de interfaces acessíveis (sistemas e serviços públicos via web). Pesquisadora de requisitos técnicos e soluções de tecnologia para acessibilidade. Colaboradora da elaboração da norma técnica para Acessibilidade na web - ABNT

 

Created by aracy
Last modified 31/03/2006 - 08:41

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