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Mercado brasileiro de ECM e GED é de R$ 1,5 bilhão

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Antonio Paulo de Andrade e Silva, diretor do Cenadem, nos apresenta os resultados da pesquisa "Estado da Arte do Mercado de GED, ECM e Tecnologias Correlatas", que evidencia o grande potencial do segmento no país.

Está cada vez mais fácil obter informações sobre qualquer assunto que se imagine. A grande benfeitora, sem dúvida, é a Internet. No mundo corporativo, a Internet é também uma aliada. Tecnologias da informação baseadas nessa plataforma são capazes de levar ao profissional uma visão ampla das informações dentro de sua empresa, possibilitando análises estratégicas para a tomada de decisão.

Mas, dentro das empresas, é crescente o volume de informações em variados formatos que precisam ser devidamente gerenciados. Apesar desse crescimento, as informações realmente úteis e importantes precisam estar reunidas num repositório que seja facilmente acessado. Também é importante que as informações irrelevantes não estejam nesse repositório.

Portanto, é cada vez mais  importante que os tomadores de decisões incluam as tecnologias para o tratamento de todo o ciclo de vida de informações, documentos e conteúdos em seus orçamentos e, além disso, que essas tecnologias sejam parte da estratégia das empresas. Trocando em miúdos: é preciso conhecer o ECM – Enterprise Content Management e o  GED – Gerenciamento Eletrônico de Documentos.

 A razão disso é que o documento eletrônico, aliado à segurança e aos aspectos probatórios da certificação digital, está se tornando o cerne dos processos de negócios.

Em 2006, uma pesquisa, conduzida pela AIIM – Association for Information and Image Management (EUA), State of ECM Industry 2006, mostrou que, em nível mundial, 89% dos respondentes acreditam que o gerenciamento de documentos é importante para os objetivos estratégicos de suas empresas. Essa pesquisa foi realizada em nove países, incluindo o Brasil. No nosso País, a pesquisa foi realizada em conjunto com o CENADEM. No Brasil, 72% dos entrevistados acreditam na importância desse fator.

Isso justifica o interesse que o ECM, GED e suas tecnologias exercem no mercado mundial.

No início de 2007, o Instituto de Pesquisas CENADEM – IPC -  realizou outra pesquisa, em âmbito nacional, a Primeira Pesquisa Brasileira do Mercado de  GED,  estudo realizado com usuários e fornecedores das tecnologias.

A pesquisa comprovou que uma grande preocupação dos profissionais que de alguma forma tratam com a informação é quanto ao grande volume de papel que existe nos processos de negócios: 25% dos respondentes afirmaram que em suas empresas, mais de 75% da informação/documentação está em papel.

Portanto, ficou evidenciado que o campo de  trabalho para fornecedores das referidas tecnologias é vasto e promissor.

Em junho de 2008, o IPC deu início a um levantamento de informações, tendo como base o próprio banco de dados do CENADEM, único no Brasil. Trata-se da Pesquisa Estado da Arte do Mercado de  ECM, GED e Tecnologias Correlatas. Dividida em dois grandes blocos, contemplou respostas de Fornecedores e de Usuários, avaliando, assim, de modo completo, o mercado do  ECM e GED no Brasil.

O presente artigo declinará sobre o mercado Fornecedor. Para os propósitos desta pesquisa, os analistas do IPC consideraram respostas obtidas a partir de 155 respondentes. Só foram considerados questionários completamente respondidos.

Embora tenhamos obtido resultados muito significativos, conforme será declinado, este estudo deve ser considerado como parcial, em relação à quantidade e tamanho das empresas que atuam nesse mercado. Como nem todas as principais empresas fornecedoras responderam à pesquisa, por diversas razões consideradas pelos analistas, acredita-se que o mercado fornecedor seja, na verdade, 80% maior que o aqui declinado.

Dentre os respondentes, 91% são prestadores de serviço no segmento, 77% prestam consultoria, 71% atuam em softwares, 23%, escaners e 22% com outros serviços.

Dos fornecedores de softwares, 84% são de GED, 70% de captação de imagens de documentos, 69% para digitalização/processamento de imagens, 62% para Gestão Documental e 59% para captação de dados.

Nos últimos anos, está crescendo a quantidade de empresas que também atuam no exterior, somando 31% dos respondentes. Sessenta e nove por cento atuam no mercado interno. A Região Sudeste assume a liderança no que diz respeito à atuação das empresas com 77%, seguida pela região Centro-Oeste, com 58%, Nordeste, com 57%, Sul, com 55% e Norte, 46%.

Os fornecedores de sistemas de ECM, GED e tecnologias correlatas têm atuação mais expressiva em bancos, área de finanças, seguros, previdência, fundos de pensão, somando 54%. Governos municipal e estadual atingem a marca de 50% nesse quesito, seguido por 47% com atuação no setor saúde, hospitais, clínicas, laboratórios e planos de saúde.

A pesquisa também revelou o aspecto social das empresas fornecedoras, que se posicionam como importantes criadoras de postos de trabalho. Quarenta e cinco por cento delas empregam cerca de 10 funcionários, e 15%, 100 funcionários. Em uma projeção baseada nas demais respostas, chegou-se à conclusão que as 155 empresas respondentes empregam 25.265 funcionários, ou seja, uma média de 163 profissionais por empresa.

Um dos mais difíceis quesitos para se obter respostas confiáveis da nossa indústria no Brasil é quanto ao faturamento anual bruto. Contudo, tendo como base o universo pesquisado, os analistas concluíram que o faturamento anual bruto das empresas de ECM, GED e tecnologias correlatas é de R$1,5 bilhão.

Das empresas pesquisadas, 8% declaram que seu faturamento anual, em Reais,  está acima de 50 milhões. Com faturamento até 500 mil estão 46%, de 500 mil  a 1 milhão, 13%. De 1 milhão a 5 milhões estão 17%. Onze por cento estão na faixa de faturamento de 5  milhões a 20 milhões, e 5% na faixa de 20 milhões e 50 milhões.

Todos esses dados indicam que há uma grande possibilidade de se expandir a atuação de fornecedores e, paralelamente, desenvolver-se um trabalho de disseminação das tecnologias envolvidas pelo ECM e GED. Os números deste estudo são fortes indicadores que o ECM e o GED irão crescer ainda mais, e que devemos trabalhar muito.

O mercado do ECM, GED e tecnologias correlatas está em expansão. Ao que tudo indica, muito brevemente, fará parte da vida corporativa, pois está deixando para trás o aspecto departamental e passando a ser visto, pelos executivos e tomadores de decisão, como uma tecnologia fundamental para o tratamento do maior bem que uma empresa pode ter: o conhecimento.

É pensando nesse mercado em crescimento e com rico potencial que o CENADEM idealiza seus trabalhos de divulgação, através dos congressos, cursos, seminários e tantos outros eventos. Em setembro, entre os dias 9 a 11, será realizada a INFOIMAGEM-2008, Congresso e Feira sobre ECM e GED. É uma excelente oportunidade para medir o mercado.

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SOBRE O AUTOR: Antonio Paulo de Andrade e Silva é diretor do CENADEM (Centro Nacional da Gestão  da Informação)

Created by Colaborador
Last modified 14/07/2008 - 20:52

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