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Colunista

O e-learning corporativo no Brasil

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Pesquisas demonstram claramente que, apesar das dificuldades iniciais, o e-learning está crescendo e amadurecendo.

Em meu primeiro artigo, escrito especialmente para o Intranet Portal e chamadoPor que a maioria das empresas fracassa na implantação do e-learning?” (veja link no box ao lado), acredito que eu tenha passado um cenário um pouco pessimista sobre o mercado de e-learning. Por isso, resolvi mostrar que, na realidade, este quadro é muito positivo e existe um mercado promissor para as empresas que desejam tirar vantagem deste revolucionário meio de aprendizagem.

 

Para começar, o e-learning está em plena expansão no Brasil. Esta evolução se apóia em políticas de Estado, nas iniciativas conjuntas dos setores público e privado e no interesse crescente das universidades e empresas. As empresas estão mais maduras quanto ao uso das tecnologias e a atenção passa a ser dada ao conteúdo, que assumiu a sua devida importância para a formação e o aprendizado.

 

Desde 1999, quando foi lançado o e-learning no País, até 2003, o segmento registrou crescimento de 60%, enquanto no mercado mundial o percentual não ultrapassou os 40%. Embora o volume de negócios gerados no País com o ensino a distância (R$ 80 milhões em 2003) esteja muito abaixo dos US$ 6,6 bilhões movimentados no mundo no mesmo período, o setor está otimista com as previsões para os próximos dois anos. O instituto IDC estima que as vendas, soluções e serviços para este mercado devam atingir US$ 23 bilhões até 2006.

 

CRESCIMENTO

 

De acordo com algumas pesquisas veiculadas pelo site e-Learning Brasil, até 2004 foram registradas mais de 400 empresas que utilizam e-learning no País, o que representa um crescimento de 14%. A maioria dessas empresas está concentrada na região sudeste, com 73% de participação, seguida da região sul (14%) e da região centro-oeste (6%).

 

Outra pesquisa, com empresas brasileiras, veiculada pelo mesmo site, revelou que as principais motivações para a adoção do ensino a distância (conhecido pela sigla "EAD"), de acordo com 30% delas, foram a redução nos custos de viagens, hospedagem e transporte, além de maior rapidez no processo de treinamento.

 

Embora o mercado esteja sinalizando para a importância do e-learning como ferramenta para democratização do ensino e para o treinamento dentro das empresas, ainda é grande a desinformação quanto à importância do seu uso. A maior dificuldade não é técnica, mas sim o desconhecimento das modalidades e aplicações, além da resistência em lidar com o novo, principalmente, por parte dos executivos (diretoria e alta gerência), que ainda não estão familiarizados com novas tecnologias.

 

A adoção do e-learning pelas empresas tem se dado de duas formas: através da aquisição de tecnologia ou pagando pela demanda ou uso de um determinado curso. Dessa forma, o aumento de empresas fornecedoras de conteúdos prontos e personalizados e fornecedores de tecnologia foi relevante, uma vez que o e-learning se revela um segmento lucrativo dentro de EAD.  No Brasil, os investimentos na área de e-learning superam os 90 milhões de dólares no mercado corporativo, demonstrando que o retorno do investido acontece geralmente em prazos inferiores aos 12 meses. A maior parte desses investimentos foi direcionada à produção de conteúdos, que vêm sendo considerados como o principal ativo do e-learning, por apresentarem conhecimento organizacional acumulado.

 

SOB MEDIDA

 

No Brasil, 82% dos conteúdos para e-learning do mercado corporativo são desenvolvidos sob medida. Os 18% dos desenvolvimentos de conteúdos são providos por empresas, enquanto 61% são desenvolvidos internamente. 39% são terceirizados.

 

Apesar das dificuldades econômicas e disparidades sociais, o desenvolvimento de projetos em todos os setores cresceu muito nos últimos anos, tanto na área corporativa como na educacional, em especial nas universidades. A instabilidade econômica e as variações tributárias e legislativas são dificuldades constantes e que impactam na economia gerada pelos projetos EAD. Ainda assim, o e-learning continua sendo alvo de empresas, como ferramenta para treinamento, desenvolvimento de pessoas e disseminação de conhecimento.

 

Como é possível perceber, o quadro é otimista e o mercado está aquecido. O desafio agora é conseguir se diferenciar entre tantas empresas prestadoras de serviços de e-learning e tornar-se competitivo e lucrativo. Mas, uma coisa é certa: quando há conhecimento e domínio de metodologias, sempre há um lugar ao sol.

 

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>> SOBRE O AUTOR: Marcelo Smith é consultor, fundador e CEO da Smith Gestão do Conhecimento. É autor do peopleLearn® e do conceito "Fábrica de Conteúdo". A partir de 1995, especializou-se no desenvolvimento de CBT (Computer Based Training) tendo realizado mais de 50 cursos técnicos. Desde 2001 produz conteúdos customizados para cursos e jogos. Ao longo dos últimos 7 anos, coordenou o desenvolvimento de mais de 500 projetos para grandes organizações.

 

Created by smith
Last modified 28/03/2005 - 14:57

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