O Comportamento dos Grupos e as Equipes de Brainstorming
Daí a importância de chamarmos para o brainstorming pessoas que não sejam membros das equipes, sejam elas de outras áreas ou novatas. Sem falar da riqueza de ter como convidado um cliente, por exemplo, que necessariamente tem outros pontos de vista. Por outro lado, seres humanos precisam sentir-se bem para poderem opinar. Segundo William Schutz, pesquisador de Harvard, os grupos passam pelas seguintes fases:
Controle – Esta é a fase do “quem é quem”, na qual se estabelecem relações de mando e autoridade. Nesse momento emergem os líderes, os rebeldes, os brincalhões, os seguidores, etc. É uma fase de jogo de forças, competição por lideranças, discussões e formulação de normas de conduta dentro do grupo. Cada um busca atingir um lugar satisfatório às suas necessidades de controle e influência. O facilitador pode aproveitar os papéis recém estabelecidos. O que eu faço, por exemplo, é pedir ao menos tímido que inicie a dar idéias.
Estimular a competição é uma faca de dois gumes: boa na fase divergente, quando as pessoas devem contribuir com o maior número de idéias possível, tende a ser daninha na fase de avaliação das idéias, quando a competição fará com que cada um acredite que a própria idéia é a melhor.
Abertura – É a fase da afetividade, confidências e aceitação. Os participantes já se sentem à vontade para discordar, colocar seus pontos de vista, sair da caixa. Esta fase é o “melhor dos mundos” para o brainstorming, mas nem sempre é o que vamos encontrar. Nem por isso a sessão de idéias não dará frutos: cabe ao facilitador entender o momento da equipe e dos participantes novos. Assim como ele pode aproveitar cada etapa conforme ela se descortina, pode também alavancar a equipe rumo à abertura. Daí o uso de dinâmicas de aquecimento, locais diferenciados e descontração.
E O CHEFE?
Outra pergunta que me fazem com freqüência é se o chefe pode participar. Se estivéssemos nos anos 80 eu diria que não. Atualmente, eu digo que mesmo o mais liberal e descontraído dos chefes pode participar desde que não seja visto como autoridade. Não falo de autoritarismo, mas da autoridade natural de quem sabe mais: durante a geração de idéias ninguém sabe mais do que ninguém.
Só não recomendo que ele atue como facilitador, para não gerar confusão entre os diferentes papéis. O facilitador está antenado no processo do grupo e deve portanto estar fora do mesmo.
NA INTRANET
Já que o assunto aqui é intranet, proponho uma reflexão sobre inclusão, controle e abertura no relacionamento virtual. Mais do que isso, proponho uma discussão. Vocês topam?
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>>> SOBRE A AUTORA: Gisela Kassoy integra o time da Plena Consultores, além de possuir sua própria empresa no segmento de inovação. Expert em programas de inovação e atua na elaboração e desenvolvimento de Workshops de Criatividade e Inovação, Equipes de Geração de Idéias, Programas de Sugestões, Gestão da Inovação e Formação de Facilitadores. Graduada em Comunicações, possui pós-graduação em Dinâmica de Grupos e inúmeros cursos no exterior.

