Skip to content
Associe-se ao IIP

Add to Google
alt
alt
alt
Personal tools
Quem Somos Patrocine Lista de Discussão Eventos Fale Conosco Seja um Colaborador Biblioteca
You are here: Home » Inovação » Brainstorming – do Presencial ao Eletrônico, A Eterna Máquina de Produzir Idéias
Colunista

Brainstorming – do Presencial ao Eletrônico, A Eterna Máquina de Produzir Idéias

Document Actions
Não deixe que a chamada 'tempestade cerebral' se transforme numa lista de clichês, sem levar em conta seu principal componente: a criatividade

O Brainstoming desenvolvido pelo publicitário Alex Osborn nos anos 40, foi rapidamente incorporado na linguagem das empresas. Trata-se da mais conhecida técnica de geração de idéias, notadamente eficaz, quando usada adequadamente.

 

De fato, a popularidade do Brainstorming o banalizou a ponto, às vezes, de seus princípios não serem mais considerados. Nesses casos, a chamada tempestade cerebral se transforma numa lista de clichês, sem levar em conta seu principal componente, que é a criatividade.

 

VAMOS ENTÃO AOS PRINCÍPIOS:

O Brainstorming possui duas etapas - a Divergente, na qual a proposta é produzir muitas idéias e a Convergente, na qual as sugestões são selecionadas, agrupadas e avaliadas.


A etapa convergente não é muito diferente do que fazemos no nosso cotidiano: somos todos experts em fazer julgamentos, aprovar, vetar... Já a etapa divergente pode parecer mais difícil: ela exige ousadia, capacidade de combinar soluções e até um certo esforço mental para  direcionar o pensamento para além do trivial.

 

As regras do Brainstorming - adiar o julgamento, visar à quantidade, combinar e aperfeiçoar idéias alheias - têm sua razão de ser: quando direcionamos o pensamento num determinado sentido, potencializamos nossa capacidade mental. Por exemplo, quanto mais observamos detalhes, maior a nossa capacidade de percebê-los. Da mesma forma, quanto mais idéias temos, maior a nossa capacidade de produzi-las.

 

É por isso que nessa fase, não importa se as sugestões são boas ou não, o que importa é a fluência de idéias. Além disso, as propostas ditas malucas são justamente aquelas que têm mais potencial para inspirarem idéias originais e válidas.

 

O que se observa é que, mesmo que os princípios do Brainstorming sejam entendidos, não é fácil praticá-los. Um estudo do Journal of Personality and Social Psychology, dos EUA, verificou que um Brainstorming em equipe gerou 28 propostas, 20,8% das quais consideradas boas. O mesmo número de pessoas trabalhando individualmente com uma demanda semelhante gerou 74 idéias, 79,2% consideradas boas.

 

Explica-se: os grupos atuam em conformidade com seus valores, e na prática as pessoas temem falar o que não for senso comum e serem reprovadas.

 

Portanto, um grande inimigo do Brainstorming é a cultura das organizações: normalmente valoriza-se o bom senso, os acertos, as boas argumentações. Entretanto, na etapa divergente do Brainstorming, o que importa é o arrojo, a fluência e as elucubrações.

 

Organizações como a IDEO, empresa de design e benchmark global em criatividade, possuem uma cultura voltada para a diversidade, a ousadia, a capacidade de ser diferente. Entretanto não seria possível, nem pertinente, que bancos, indústrias químicas e montadoras, ou seja, empresas que precisam inovar (e quais não precisam?) possuam uma cultura semelhante a das empresas de design ou das agências de propaganda.

 

O desafio é combinar a coragem de quem está produzindo idéias sozinho, e, portanto, não teme ser censurado, com a riqueza da diversidade, a sinergia criativa e a capacidade de aperfeiçoar sugestões alheias.

 

Para ter o melhor dos dois mundos, as empresas podem contar com a ajuda de um facilitador que legitima a técnica e cria um clima de estímulo e permissão.

 

Quero, portanto compartilhar minha experiência como facilitadora, sem pender para o Presencial nem para o Virtual, até porque a escolha tende a ser feita principalmente em função das necessidades das equipes.

 

Apresento abaixo alguns exemplos de procedimentos possíveis em ambos os casos, sempre respeitando os princípios da técnica:

 

Pensamento Adequado para as Diferentes Etapas - No Brainstorming Presencial, sinalizo o momento da equipe atuar de forma Divergente ou Convergente, e proponho aquecimentos para gerar o clima adequado. No Brainstoming Eletrônico o clima pode ser provocado por breves explicações e exemplos de cada etapa, e pode ser pontuado pela cor ou ícone que acompanha a mensagem, já previamente estabelecido pela equipe.

 

Ausência de Componentes Intimidadores - No Brainstorming Presencial, aplico técnicas e táticas específicas. O Brainstorming Eletrônico pode se valer do anonimato total ou cada participante pode ter um ou mais nicks.  Garanto que o resultado é frutífero e, pelo que já vi, o processo torna-se muito divertido!

 

Quantidade de Idéias – Numa situação presencial, desafio o grupo a dar um número determinado de idéias em um breve período de tempo, por exemplo. Para estimular a fluência, no Brainstorming Eletrônico podem ser estabelecidas regras tais como mandar no mínimo 5 ou mais idéias por vez.  

 

Utilização de Outras Técnicas - Há várias técnicas e táticas que podem ser sugeridas durante o Brainstorming, tais como as Provocações de Edward de Bono (atalhos que fazem com que as pessoas evitem o Pensamento Linear). Numa reunião presencial, o facilitador percebe a necessidade do grupo e sugere técnicas ou táticas, mas nada impede que o moderador as proponha virtualmente.

 

Avaliação e Seleção de Idéias – Na etapa convergente, em ambos os casos, todas as idéias devem estar registradas, seja no papel, seja no computador.  No Brainstorming Eletrônico as idéias podem ser apresentadas de forma mais agradável visualmente, e a avaliação e seleção das mesmas também poderá ser feita anonimamente.

 

De fato, o Brainstorming Eletrônico não é apenas um veículo para fazermos as mesmas coisas à distância e de maneira assíncrona, mas uma iniciativa que pode ser muito rica se soubermos adaptar os princípios da técnica ao mundo virtual.

 

Às equipes que se propõem a utilizar o Brainstorming Eletrônico, recomendo:

  1. Experiência Presencial prévia e conhecimento uniforme da técnica;
  2. Um facilitador/moderador que dá feedback ao grupo, complementa eventuais lacunas de aprendizagem com e-learning e estimula a participação;
  3. Humor, prazer e o espírito das Comunidades Virtuais não profissionais.
  4. Associar o Brainstorming Eletrônico a outras iniciativas virtuais.

 

 

Minha intenção não é esgotar as possibilidades, mas sim incitar a aplicação da técnica.

 

Experimente e depois conte os resultados aqui no Intranet Portal. Quem sabe este artigo não gera algumas sessões de idéias para todos nós?

=====================

>>> SOBRE A AUTORA: Gisela Kassoy integra o time da Plena Consultores, além de possuir sua própria empresa no segmento de inovação. Expert em programas de inovação e atua na elaboração e desenvolvimento de Workshops de Criatividade e Inovação, Equipes de Geração de Idéias, Programas de Sugestões, Gestão da Inovação e Formação de Facilitadores. Graduada em Comunicações, possui pós-graduação em Dinâmica de Grupos e inúmeros cursos no exterior. 

 

Created by giselakassoy
Last modified 11/01/2006 - 09:02

Veja outras publicações deste autor
BOX DE INTERAÇÃO
O Intranet Portal quer saber sua opinião! Você pode incluir um comentário público sobre o artigo ou atribuir uma nota a ele. Participe!

Obs: para participar do "Box de Interação" você precisa ser cadastrado e ter feito o seu login.

Ranking deste artigo: 4.25 (4 votos)

Comentários

Brainstorm virtual

Posted by aisenberg at 13/01/2006 - 12:14
Parabéns pelo artigo, Gisela! Que tal falar mais da técnica de benchmark eletrônico no próximo?

E a formação do time?

Posted by bvalle at 27/01/2006 - 19:53
Muito interessante! Nunca imaginei um brainstorm virtual!
Utilizei o brainstorming ("toró de parpite", como dizemos os caipiras) muitos anos atuando em equipes de criação de agências de publicidade, e mesmo como gerente de marketing ou coordenando o planejamento estratégico em uma grande indústria. Bem conduzido, é muito prolífico.
Pergunta: não é interessante "planejar" a composição da equipe de participantes?
Minha experiência mostra que a participação de pessoas de vários perfis, formações e culturas, inclusive de áreas não envolvidas no projeto, traz resultados mais interessantes.




 
Powered by Plone